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Aqui você irá aprender a conhecer o ouvido humano, e os cuidados que deve tomar para poder ter uma vida auditiva saudavel.
Não fosse o ouvido , você até poderia "sentir" o som mas nunca ouví-lo e diferenciar a música de um ruído, por exemplo. Não vamos entrar em detalhes sobre o ouvido humano, porque não estamos capacitados para aulas de anatomia, principalmente de áreas específicas do corpo. Não é nosso propósito, vamos repetir isso várias vezes. Mas você deve saber pelo menos o básico. Isso lhe trará maiores facilidades quando quiser entender melhor diversas áreas do estudo do som e suas peculiariedades.
O órgão da audição é constituído pelo ouvido externo, ouvido médio e ouvido interno. Se você já andou bisbilhotando uma caixa acústica (aquela do seu "aparelho de som" que você emprestou ao primo e voltou rouca), faça de conta que sua caixa acústica agora não mais emite som, mas sim recebe, como o seu ouvido.
O ouvido externo é o pavilhão (a orelha, o apêndice cartilaginoso que o Mike Tyson gosta) e mais o conduto auditivo externo. Grosseiramente, o ouvido externo seria como se fossem o altofalante e o duto (aquele tubo sem nada dentro que existe em muitas caixas).
O ouvido médio é como se fosse o cone ( aquele de papel) do altofalante mais a sua ligação eletrônica com a bobina. A parte mais externa do ouvido médio é delimitada por uma membrana chamada tímpano (como o cone de papel). Ligando essa membrana ao ouvido interno existe a cadeia de ossículos constituída pelo martelo, pela bigorna e pelo estribo, que têm nomes tão engraçados que ninguém mais os esquece pela vida afora. Esse conjunto compare com o eletro-ímã, ou bobina, que fica por tràs do altofalante).
O ouvido interno é chamado de labirinto pela sua forma geométrica. Localiza-se dentro do osso temporal (aquele da lateral do seu crânio), logo em seguida ao ouvido médio. Admita-o como os fios do eletro-ímã. Nele localiza-se o órgão da audição propriamente dito: o caracol. Esse canal é espiralado e dá 2 3/4 voltas em torno de um maciço ósseo, perfurado de modo a dar passagem para os últimos ramais do nervo auditivo.
Não sei se a comparação meio exdrúxula da caixa de som com seu aparelho auditivo serviu para alguma coisa. Se serviu ou não, esqueça essa "teoria". Você vai ter que aprender na prática mesmo. Que nem eu aprendi, no princípo. Nossa filosofia aqui é essa mesmo. Mas antes de esquecer isso aí em cima, saiba que seu ouvido é mais parecido, na prática e na teoria, com um microfone, pois eles "ouvem" o som. Eles são transdutores receptivos (transdutor = dispositivo que transforma um tipo energia em outro tipo). Em compensação saiba, também, que é totalmente possível transformar uma caixa acústica em um microfone. Aí você vai entender por que admitimos a caixa acústica "ouvindo", linhas atrás.
Tudo isso, na verdade, é possível através do cone e bobina principalmente, isto é, um elemento vibrante e um transmissor do movimento resultante da vibração. O microfone (dependendo de sua construção) também tem um elemento vibrante. Em resumo, as ondas sonoras, captadas pelo pavilhão, entram pelo conduto auditivo externo e chocam-se com o tímpano, que por ser aperiódico, isto é pode vibrar ao receber todas as audiofrequências, reproduz fielmente as vibrações do som estimulador.
Qual o nível sonoro em que o som torna-se prejudicial à saúde?
Sempre que possível, a fim de nos protegermos, devemos evitar a exposição num nível de pressão sonora acima de 100dB(A). Deve-se usar protetor auditivo quando expostos a níveis acima de 85dB(A), especialmente se a exposição for prolongada. Os danos na audição devido a exposição permanente em ambientes ruidosos é cumulativo e é irreversível. Exposição a altos níveis de ruído é uma das maiores causas da surdez permanente. Alguns aspectos de segurança quando da varredura por ultra-som estão sendo objeto de investigação.
Efeitos fisiológicos e psicológicos sobre o homem:
A poluição sonora hoje é tratada como uma contaminação atmosférica através da energia (energia mecânica ou acústica). Tem reflexos em todo o organismo e não apenas no aparelho auditivo. Ruídos intensos e permanentes podem causar vários distúrbios, alterando significativamente o humor e a capacidade de concentração nas ações humanas. Provoca interferências no metabolismo de todo o organismo com riscos de distúrbios cardiovasculares, inclusive tornando a perda auditiva irreversível quando induzida pelo ruído.
Alguns destes efeitos podem ser enumerados da seguinte forma:
Efeitos Psicológicos:
Perda da concentração
Perda dos reflexos
Irritação permanente
Insegurança quanto a eficiência dos atos
Embaraço nas conversações
Perda da inteligibilidade das palavras e
Impotência sexual
Efeitos Fisiológicos:
Perda auditiva até a surdez permanente
Dores de cabeça
Fadiga
Loucura
Distúrbios cardiovasculares
Distúrbios hormonais
Gastrite
Disfunção digestivas
Alergias
Aumento da freqüência cardíaca e
Contração dos vasos sangüíneos
Deve ser observado que proteger a saúde da população é o principal objetivo de todos os esforços públicos para controlar a exposição ao ruído do indivíduo ou da comunidade. A interferência do ruído com o repouso, descanso e sono é a maior causa de incômodo. E devemos notar que a pior intervenção se dá na forma de ruído intermitente, como por exemplo:
passagem de veículos pesados e passagens de aviões próximo às habitações.
O ruído pode dificultar o adormecer e causar sérios danos ao longo do período de sono profundo proporcionando o inesperado despertar. Níveis de ruído associados aos simples eventos podem criar distúrbios momentâneos dos padrões naturais do sono, por causar mudanças dos estágios leve e profundo do mesmo. A pessoa pode sentir-se tensa e nervosa devido as horas não dormidas. O problema está relacionado com a descarga de hormônios, provocando o aumento da pressão sangüínea, vasoconstrição, aumento da produção de adrenalina e perda de orientação espacial momentânea. Despertar de um sono depende do estágio do sono, dos horários noturnos e matinais, idade do indivíduo entre outros fatores.
Uma outra característica humana é a proteção natural aos eventos sonoros. Esta se dá quando o ser humano é previamente avisado que tal ruído ou sons elevados vão acontecer. Existe uma defesa psicológica que prepara o indivíduo para a exposição, o efeito contrário se dá exatamente quando é inesperado, é o caso do ruído se apresentar quando o indivíduo encontra-se desatento e/ou dormindo, comumente é considerado como som intrusivo. É extremamente desagradável pois, ele é pego de surpresa e não há tempo de armar sua defesa natural.
Por isso deve-se preservar o direito de descanso das pessoas quando estas dormem a fim de protegê-las dos efeitos que talvez poderão ser considerados mais delicados.
Consulte seu otorrinolaringologista periodicamente, afim de evitar danos irreversiveis ao seu ouvido.
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